2 de junho de 2009

Não vá o diabo querer tece-las...

Começa-se pela parte mais difícil que é pôr de lado a melhor parte e colocar de parte alguns pequenos, poucos, precisos lados guardados em nós. Manter na mão. Seguidos de um arriscar. Decidir não pendurar mais. Decidir não fazer da decisão um momento pesado. Contornar cada traço para que se torne, pelo menos flexível à medida de qualquer braço. Chega-se. Facilitar a cabeça. Alargar o ponto. Escolhas menos esperadas. Tomadas. E agora está quase.
Depois vou dormir durante tempos que me vão parecer anos. E depois, vou achar que há agulhas em caixas de fósforos, e que tentaram acender velas com lâmpadas. Que fizeram barcos de papel com plasticina. Vão ao fundo.
Ou que um livro de culinária fala sobre a ida do homem à lua.
Começo a andar de costas e mostro o caminho ao diabo. Os elefantes comem os peixes que conseguiram ficar nas árvores para se salvarem dos esquilos. Na altura acho que cheguei a avisar que em festa de cobra, sapo não entra. E no final ganho eu, porque eu é que vi primeiro as agulhas dentro de caixas de fósforos. Depois não vou querer mais conversas, eu ganhei. E pronto