23 de março de 2009

FRAGILE HANDLE WITH CARE

As nossas guerras, as nossas birras incontroláveis, os nossos desejos. As nossas mil religiões, os nossos deuses, a nossa fé. As nossas desculpas esfarrapadas, as nossas ideias, ideais, sonhos. A ciência. A pátria. A honra, a luta o medo. As nossas culturas, as nossas tradições, a história, os nossos antepassados, o nosso futuro. É aqui que cabem as nossas contradições, as igualdades, as verdades, a mentira espalhada. Fica aqui o que fazemos, o que sujamos, o sangue que deitamos, os corpos enterrados. Aqui cabe a inveja, o ciume a pura fúria. A euforia, a alegria, a loucura. É aqui que estão as nossas línguas, as descobertas que fazemos, as relações. A energia eólica, a hídrica, a nuclear. O desenvolvimento, a evolução, a reprodução. A tecnologia, a simplicidade, as nossas formas, as nossas promessas, os problemas, os meios problemas, os problemas de nada, os problemas de merda que metem nojo por se chamarem problemas, fica a pouca vontade, a vontade de nada e a vontade daqueles que até se movem. Ficam as meias palavras, as palavras ditas a meio e as cortadas. Fica o dito e o não dito, a injustiça, a má justiça e a boa justiça. É onde gritamos aquilo que achamos que está bem, é onde outros gritam aquilo que acham que está bem, e que por acaso é o contrario daquilo que nós achamos. Cabe a dualidade, a desigualdade, o ser-se único, o ser único. É aqui onde se formam colónias de milhões de formigas. É aqui onde existem pragas de insectos. Onde os matamos, onde nos matamos, onde acabamos. É aqui onde criamos a moda, a tendência, a mudança, os estilos, a vaidade. Vamos vivendo. Fazendo grandes e pequenas coisas, fazendo umas, destruindo outras. destruindo outros.
O mundo.
 

4 comentários:

Plagiator disse...

somos uma espécie exemplar sem dúvida :]

Dani disse...

Gosto desta tua ideia :) Mas apesar de parecermos tão insignificantes vistos de tão longe, não nos podemos tratar como tal. Temos de agir e ter a nossa convicção independentemente de sermos quase como piolhos (--' qe boum). Ahahaha, sermos quase como piolhos xD É giro é..

Jo. disse...

mas com orgulho de gigante, com presunção do tamanho de jupiter porque estamos do topo da cadeia alimentar. --'


não controlamos nada nem ninguem.

Rurouni disse...

giro né? somos minimos mas achamo-nos gigantes, o que com certas pessoas, é verdade.
E dizes bastante bem, o mundo é muito frágil e nós ignorámos os avisos. Agora, sofremos com as consequências...